quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dispositivo de Proteção Contra Surtos

Dispositivo de Proteção Contra Surtos

Apesar da proteção dos pára-raios, a queda de um raio produz um campo eletromagnético que se irradia por toda região como uma descarga indireta de energia, principalmente pelas redes elétricas. Ao atingir a rede de distribuição de energia elétrica de uma cidade, essa descarga indireta acaba provocando um aumento momentâneo de tensão, ou sobretensão transitória, que pode causar danos irreparáveis em  aparelhos eletro-eletrônicos.

Segundo a NBR 5410:2004, deve utilizar o Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS) quando a instalação for alimentada por linha total ou parcialmente aérea, ou incluir ela própria linha aérea, e se situar em região sob condições de influências externas com mais de 25 dias de trovoadas por ano ou quando a instalação se situar em região sob condições de influências externas (partes da instalação situadas no exterior das edificações). Instalados nos quadros de luz os DPS são capazes de evitar qualquer tipo de dano, descarregando para a terra os pulsos de alta-tensão causados pelos raios.

 

Um raio pode causar danos a equipamentos eletro-eletrônicos de 3 maneiras:

 

  • Direta: quando o raio atinge uma edificação e causa danos tanto na construção quanto nos equipamentos. A proteção nesse caso é feita através de pára-raios, tipo Franklin e/ou gaiola de Faraday.
  • Indireta: quando o raio cai nas proximidades de uma edificação e sua sobrecarga danifica equipamentos através de rede elétrica. A proteção contra esse problema é através de aterramento elétrico com dispositivos protetores de surtos.
  • Interferência Eletromagnética: quando um raio cai em um edifício vizinho e gera potentes ondas eletromagnéticas capazes de induzir tensões perigosas para qualquer equipamento eletrônico. A solução são dispositivos protetores de surtos específicos para cada aparelho.

 

O DPS deve ser instalado junto ao ponto de entrada da linha na edificação ou no quadro de distribuição principal localizado o mais próximo possível do ponto de entrada, quando o objetivo for a proteção contra sobretensões de origem atmosférica transmitidas pela linha externa de alimentação, bem como a proteção contra sobretensões de manobra ou deve ser instalado no ponto de entrada da linha na edificação, quando o objetivo for a proteção contra sobretensões provocadas por descargas atmosféricas diretas sobre a edificação ou em suas proximidades.

Quanto à instalação, os DPS devem ser dispostos no mínimo conforme figura abaixo:

O DPS pode ser instalado também nos esquemas de circuitos elétrico com sistemas de aterramento TN-C, TN-S, TN-C-S e TT, em conformidade com Norma da ABNT NBR 5410:2004, conforme especificações abaixo:

a) em esquema TN-S, esquema TT com neutro e esquema IT com neutro ou entre cada fase e PE e entre neutro e PE (esquema de conexão 2); ou entre cada fase e neutro e entre neutro e PE (esquema de conexão 3);

b) em circuitos sem neutro, qualquer que seja o esquema de aterramento entre cada fase e PE (esquema de conexão 1);

c) em esquema TN-C entre cada fase e PE (PEN) (esquema de conexão 1).

 

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